Respiro Fundo

Eu queria fazer um poema
Que pudesse descrever
Em notas esse meu dilema
Que perdi ao te ver.

Agora sei em definitivo
Que o Amor é a meta,
Mas não tão infinitivo
Quanto aquele Poeta.

Pretensioso o agora,
Que quero mais e mais,
Sim, eu vou embora,
Vou pra perto da Paz.

Nessa Paz que respiro,
Eu inspiro bem fundo,
Outro carinho prefiro,
E não mudo o assunto.

Cansei das máscaras,
Quero ter certezas,
E chega das amarras,
Sou feita de levezas.

Leve, eu toda te ouço,
E tu me escutas inteira,
És agora meu, oh Moço!
E sou toda verdadeira.

Agora solto todo ar,
Agarro teu coração puro,
Contigo não vou errar,
Pois, tu és o meu futuro.


Victor Mauricio Borba

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