Suburbioman
Pego o Rio Doce pra cá,
Sou um homem do subúrbio,
Rogo a Deus e a Saravá,
Pela paz, sem distúrbio.
Sou um pobre, empregado,
Sem salário e com estudo,
Vivo num busão lotado,
A procura de um escudo.
Sou roubado a toda hora,
Já não tenho telefone,
E um ladrão sobe agora,
Pra rechear a sua fome.
Dô o nada que me resta,
Desço na AESO, vem o bis:
"Sua nota nunca presta!",
O Professor sempre diz.
Eu tenho hora pra chegar,
E pagamento pra receber,
Tenho aluguel pra pagar,
Mais cobrança sem merecer.
Pego o Rio Doce pra cá,
Sou um homem do subúrbio,
Rogo a Deus e a Saravá,
Pela paz, sem distúrbio.
Salve as meninas-amazonas!
Deus, me guarde das Cobras,
Vejo mais pontos de armas,
Que pontos finais de obras.
Victor Mauricio Borba
Sou um homem do subúrbio,
Rogo a Deus e a Saravá,
Pela paz, sem distúrbio.
Sou um pobre, empregado,
Sem salário e com estudo,
Vivo num busão lotado,
A procura de um escudo.
Sou roubado a toda hora,
Já não tenho telefone,
E um ladrão sobe agora,
Pra rechear a sua fome.
Dô o nada que me resta,
Desço na AESO, vem o bis:
"Sua nota nunca presta!",
O Professor sempre diz.
Eu tenho hora pra chegar,
E pagamento pra receber,
Tenho aluguel pra pagar,
Mais cobrança sem merecer.
Pego o Rio Doce pra cá,
Sou um homem do subúrbio,
Rogo a Deus e a Saravá,
Pela paz, sem distúrbio.
Salve as meninas-amazonas!
Deus, me guarde das Cobras,
Vejo mais pontos de armas,
Que pontos finais de obras.
Victor Mauricio Borba
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