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Mostrando postagens de fevereiro, 2016

Cangiante

Por causa do Medo Da morte e da vida, Você erra já cedo Abrindo uma ferida... Te digo: o Segredo É amar, oh querida. Numa linha torta, Mão cansa de bater, De porta em porta, Em busca do porquê: Tudo que importa Está além de você. Então, a verdade Ouve bem, Menina: Não precisa idade Pra subir a Colina, É a minha Vontade Querer-te tão linda. Victor Mauricio Borba

Sem Rima

Não sei, ao certo, O que sinto, E nem se digo: - Estou apaixonado. Pois, meio que, Não me fixo atraído, Como antes, À qualidades e defeitos, Que, por outras, Já tão os conheço. Na verdade, sim, Me sinto conectado, Como que ligado, À algo em você, Que, também, Espelha em mim. Bem sei que: - Não te amo Como os outros... E juro, que se souber: - Não só a amarei, A amarei como é. E, tanto, ou mais ainda, Guardarei o teu ser: - Pois, não só amo a tua vontade, Amo tua vontade de viver. Victor Mauricio Borba

Respiro Fundo

Eu queria fazer um poema Que pudesse descrever Em notas esse meu dilema Que perdi ao te ver. Agora sei em definitivo Que o Amor é a meta, Mas não tão infinitivo Quanto aquele Poeta. Pretensioso o agora, Que quero mais e mais, Sim, eu vou embora, Vou pra perto da Paz. Nessa Paz que respiro, Eu inspiro bem fundo, Outro carinho prefiro, E não mudo o assunto. Cansei das máscaras, Quero ter certezas, E chega das amarras, Sou feita de levezas. Leve, eu toda te ouço, E tu me escutas inteira, És agora meu, oh Moço! E sou toda verdadeira. Agora solto todo ar, Agarro teu coração puro, Contigo não vou errar, Pois, tu és o meu futuro. Victor Mauricio Borba

Minhas Paradas

Parou ali. Como quem não Queria ouvir Meu Coração, Mas de então Foi me dizer, Que o viver, É mais ainda, E pouco não. Parou aqui. Como quem quer Mas sem dizer, Que eu sou tão Quanto você, De se entregar, A fim saber Junto à tentar, E nunca vão. Parou assim. Sem nem prever Que algo iria Lhe acontecer, Pois, ao me ver, E conversar, O teu olhar, Só quis dizer: Em mim, paixão. Victor Mauricio Borba

Margens

Haurir as margens Do meu coração, Você com um sonar A procura da verdadeira E ardente paixão, Que te aquece A cada verso meu Usado em vão. Victor Mauricio Borba

1/4 de Soneto

Te sinto os arranhões, A espera dos teus beijos, Sem ter meias emoções, Com um quarto de desejos. Victor Mauricio Borba

Oásis

Do meu amor não tema, Pois teu nome posso rugir: - Essa aí é minha morena! E quem vier vai me ouvir... Se quem vir não entender, Eu não vou está nem aí, E se meu amor é pra você, As minhas rimas vão sorrir... E se o sorriso me é contido, É porque guardei pra ti, E se meu choro vira antigo, Eu já te sinto mais em mim... E se com você estou curado, Aos poucos vou surgir, E se te vejo do meu lado, Já nos encaro no porvir... E se o porvir nos de passagem, Já não vou mais me iludir, Se o amor é uma miragem, O nosso oásis vou construir. Victor Mauricio Borba

Irá

Uma morena Me paquerava Sempre que Me via passar, Era alta, Magra e bela E gostava De me encarar, Mas se escondia Nos meus olhos À espera que eu Fosse falar. Gostei dela, Não nego, Mas fui esperto: Soube esperar, E quando viu Que a queria, Logo deixou Eu me chegar: Ela se abriu Me dando espaço Pr'o seu amor Eu conquistar. E todo resto Do nosso encanto Eu não lhe conto, Pode sonhar, Pois não direi O que mais houve, Nem meu agora, Nem o irá, Pois meu porvir Já tem uma dona, Que se esconde No meu rimar. Victor Mauricio Borba

Atento

"De tudo ao meu amor serei atento..." (Vinícius de Moraes, em Soneto de Fidelidade)   Fagulhas de pensamento Despertam o teu ser, Será que estou atento, Será que é você? Círculos e voltas, Risos gentis de palpitação, Olhadas e piscadas, Maracatu no coração. De fino arrepio, Teu toque carinhoso, Um medo tão frio, Perdido beijo gostoso. Em vão calado, Vai acontecer, espero, Sou tão apaixonado Que digo tudo que quero. Fagulhas de pensamento Despertam o teu ser, Será que estou atento, Será que é você? Amor, nunca se despeça, Adeus, a mim, o homem, Então me confessa, Quando vir, venha, come . Sempre me cheire, Guarde, reze, no cangote, E quando velha não beire, O triste fim desse mote. Victor Mauricio Borba

Meu Mar

Eu sonho acordado Ou vivo em delírio? Versar ao ser amado Ou achar lhe perdido? Espero-a assim, Em segredo aos meus, Pergunto a mim: - Porque Meu Deus? A carência entrega: Quem mais procura? Mas nenhum se nega: Amor, isso é loucura! Minha mente nela, E ela me imaginando, O desejo revela: Os dois se projetando. Ela sonha acordada, Ou vive em martírio? Sonhar ao ser amada Ou achar me fingido? Espera-me jardim, Em cochicho aos teus, Pergunta ao fim: - Porque Meu Deus? A paixão entrega: Quem mais perdura? Mas nenhum se nega: Amor, isso é a cura! Minha mente nela, E ela me imaginando, O desejo revela: Os dois se projetando. Victor Mauricio Borba

A Arqueira

Prepara o teu arco: - Tiro certeiro! A Paixão me acerta, Não me sinto inteiro. Coração é um alvo, Não sou o primeiro, Me sinto a salvo, Mas status: solteiro. Victor Mauricio Borba

Do Avesso

Se, por acaso, Num dia desses, Eu, por acaso, Te conhecesses, E você, em desejo, Me reconhecesses, Sem ensejo, diria: - Nem tantas vezes, Peço apenas um beijo... E, assim, há meses, Arderia um lampejo, Pois, verias o mundo Tal como eu o vejo. Victor Mauricio Borba

O Diário Dela

Naquele caderninho, Escondido no fundo do peito, Havia um cantinho, De nobre e puro respeito, Esse tal pedacinho, Tinha o relato do meu feito: Ele subiu sozinho, E, sem perceber, foi aceito. Esse velho Vitinho, Agora, um jovem sujeito, Tinha um coraçãozinho, Que era cheio de defeito, Mas escalou o ninho, Aos poucos, do seu jeito: E entrando de fininho, Foi recebido como eleito. Victor Mauricio Borba

Esperança

À sós Espero O nós. Victor Mauricio Borba

Pá-Cá-Vá

E que eu quero ter É pra você lembrar, E que eu não quero vá, Quero você tá aqui. E que pra te amar, É só você querer, E que cê vem pra cá, E não sair daqui. E que pra me entender, É só pra te olhar, E que me deu a pá, Que pra eu cavar em ti. Victor Mauricio Borba