Pego o Rio Doce pra cá, Sou um homem do subúrbio, Rogo a Deus e a Saravá, Pela paz, sem distúrbio. Sou um pobre, empregado, Sem salário e com estudo, Vivo num busão lotado, A procura de um escudo. Sou roubado a toda hora, Já não tenho telefone, E um ladrão sobe agora, Pra rechear a sua fome. Dô o nada que me resta, Desço na AESO, vem o bis: "Sua nota nunca presta!", O Professor sempre diz. Eu tenho hora pra chegar, E pagamento pra receber, Tenho aluguel pra pagar, Mais cobrança sem merecer. Pego o Rio Doce pra cá, Sou um homem do subúrbio, Rogo a Deus e a Saravá, Pela paz, sem distúrbio. Salve as meninas-amazonas! Deus, me guarde das Cobras, Vejo mais pontos de armas, Que pontos finais de obras. Victor Mauricio Borba
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